Quero viver e sinto que já é tarde,
Penso em morrer e noto que ainda é cedo,
Pois que, de amor anseio sem alarde,
E de amor eu penso sem ter medo.
Sei que em meu peito há muito tempo arde,
Como se fosse um tímido segredo,
Essa volúpia que pra mim é tarde,
E essa tristeza que pra mim é cedo.
Sinto que estou morrendo pouco a pouco.
As vezes noto que ess mundo é louco,
As vezes o amor meu peito inflama.
Um pária sou na vida, um ser maldito,
Que pensa estar com os braços no infinito,
E ao mesmo tempo o coração na lama.
(Syryno Bianco)
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